Como provar (sem fingir)
Não precisas de vocabulário nenhum para perceber se gostas.
Esquece o ritual complicado que vês por aí — cheirar com cara séria, girar o copo como se fosse um passo de dança, dizer palavras que nem sabes bem o que significam. Nada disso é obrigatório para provares vinho como deve ser.
Se quiseres um método, este chega perfeitamente: olha para a cor sem pressa nenhuma, cheira uma vez com calma, prova um golo pequeno e deixa-o na boca uns segundos antes de engolir. Só isto. Não precisas de identificar "notas de fruta vermelha" nem "final persistente" — precisas só de perceber uma coisa: gostaste ou não gostaste?
Se vires alguém a rodopiar o copo, não é fingimento — é para misturar o vinho com um pouco de ar, o que ajuda a libertar mais aroma. Podes fazer o mesmo se quiseres, mas não é obrigatório nem te torna "mais entendido" se não o fizeres.
E já agora: não existe gosto errado. Se achares um vinho caro insosso e um vinho barato delicioso, o teu palato não está avariado — é só teu. Esta trilha acaba aqui, mas é só o início: a seguir, começa a conhecer as castas que vais encontrar por aí.