Tinto, branco, verde: qual é a diferença
As perguntas que todos têm e ninguém faz em voz alta.
A diferença entre tinto, branco e rosé não está em uvas completamente diferentes — está sobretudo em quanto tempo o sumo fica em contacto com a casca da uva durante a fermentação.
No tinto, o sumo fermenta junto com as cascas escuras, e é aí que vem a cor e aquela secura mais forte na boca (o tanino). No branco, as cascas são retiradas logo no início — por isso fica mais claro e, normalmente, sem essa secura. O rosé fica algures no meio: as cascas ficam só umas horas em contacto, o suficiente para dar cor sem dar muito tanino.
Curiosidade: como a cor vem da casca e não do sumo (que é praticamente incolor na maioria das uvas), até é possível fazer vinho branco a partir de uvas tintas — basta não deixar o sumo tocar na casca.
E o Vinho Verde? Aqui está a pergunta que mais gente tem vergonha de fazer: não, não é uma cor nem uma uva colhida antes de amadurecer. É o nome de uma região no norte de Portugal — a própria comissão que gere a região diz isto sem rodeios: "Vinhos Verdes não são cor nem grau de maturidade." Podes encontrar Vinho Verde branco, tinto, rosé e até espumante.