Alentejo
Ocupa mais de um terço de todo o território de Portugal continental — é de longe a maior região vinícola do país. Estende-se por três distritos (Portalegre, Évora e Beja) e está dividida em oito sub-regiões.
É um clima mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental — muito sol, o que ajuda as uvas a amadurecer bem. Ao contrário de regiões como o Douro ou o Dão, aqui não há grandes cordilheiras a proteger a paisagem: é a própria planura do terreno que impede a condensação da humidade vinda do mar. São só pequenas serras isoladas, uma por sub-região, que acabam por dar a cada uma delas o seu próprio microclima.
Ilustração provisória
O que a torna diferente
É a maior região vinícola de Portugal, de longe — mais de um terço do país continental. E é diferente até na forma como o clima funciona: em vez de serras altas a proteger a região (como acontece no Douro ou no Dão), aqui é a própria planura da paisagem que evita a chegada da humidade do mar. Cada uma das oito sub-regiões tem a sua própria personalidade, moldada por uma pequena serra isolada ou por um tipo de solo particular — desde o mármore de Borba até ao clima quase desértico de Granja-Amareleja, junto à fronteira espanhola.
Castas típicas
Sub-regiões
Portalegre
A mais a norte e a mais fresca das oito, com vinha plantada nas encostas graníticas da Serra de São Mamede — a cordilheira mais alta a sul do rio Tejo.
Borba
A segunda maior sub-região, com solos calcários e muito mármore à mistura — o que dá frescura e longevidade aos vinhos.
Redondo
Protegida por uma barreira natural, a Serra da Ossa.
Évora
Teve um prestígio enorme já no século XIX. Os solos, os famosos 'barros' de tom acastanhado típicos da região, e um clima quente e seco marcam o aroma destes vinhos.
Reguengos
Junto com Borba, Évora e Redondo, é descrita como o coração da identidade alentejana — o equilíbrio entre frescura e fruta que se espera de um vinho do Alentejo.
Vidigueira
Abrigada pela Serra de Portel.
Granja-Amareleja
Junto à fronteira com Espanha, tem um dos climas mais áridos e duros de Portugal — verões tórridos, secos e prolongados. Dá vinhos quentes, macios e de álcool elevado.
Moura
Clima continental, com invernos muito frios e verões bem quentes. É aqui que a casta Castelão se dá particularmente bem, adaptada a este clima mais extremo.