Douro
Fica no nordeste de Portugal, ao longo do rio Douro, cercada de montanhas — uma área enorme, à volta de 250 mil hectares, dividida em três zonas com personalidades diferentes: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
As serras do Marão e do Montemuro funcionam como uma parede que trava os ventos húmidos vindos do Atlântico. O resultado é um clima de extremos: invernos frios e verões muito quentes e secos — quanto mais para o interior (Douro Superior), mais extremo fica, com temperaturas que chegam aos 50ºC no verão.
Ilustração provisória
O que a torna diferente
É a região vinícola demarcada mais antiga do mundo — foi criada em 1756, mais de 250 anos antes de a maioria das regiões vinícolas famosas do mundo terem sequer uma denominação oficial. A paisagem, feita de socalcos esculpidos em xisto ao longo de encostas quase verticais, foi mesmo reconhecida como Património Mundial da UNESCO em 2001. É também uma região de pequenos produtores — à volta de 20 mil, com uma média de apenas 2 hectares cada, o que diz muito sobre como o vinho ali ainda é, em grande parte, um trabalho de família.
Castas típicas
Sub-regiões
Baixo Corgo
A mais a ocidente e a mais influenciada pelo Atlântico — mais chuva, temperaturas mais amenas. Tem cerca de 45 mil hectares no total, dos quais 13.204 são de vinha.
Cima Corgo
O coração da produção mais fina do Douro, com um clima já mais seco e quente do que o Baixo Corgo. Tem cerca de 95 mil hectares no total, dos quais 20.427 são de vinha.
Douro Superior
A maior das três sub-regiões e a mais a leste, já perto da fronteira com Espanha — o clima aqui é quase desértico. Tem cerca de 110 mil hectares no total, dos quais 10.077 são de vinha.